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Síndrome de Estocolmo

A origem da síndrome

A chamada Síndrome de Estocolmo ganhou este nome após um famoso caso de assalto a banco na cidade de Estocolmo em que o criminoso Jan-Erik Olsson e seus reféns conviveram durante seis dias e, durante este tempo, laços afetivos foram criados entre eles. Os reféns chegaram a proteger o assaltante com o corpo para que a polícia não atirasse nele e um deles chegou mesmo a afirmar: “confio plenamente nele, viajaria por todo o mundo com ele”. Chega a ser algo impressionante, mas há uma explicação psicológica por trás deste acontecimento, veja abaixo mais sobre tudo isso!

Mas do que se trata essa síndrome?

A Síndrome de Estocolmo é um estado psicológico em que a pessoa é exposta a medo, intimidação, tensão e até mesmo agressões, só que apesar disso, passa a ter empatia, sentimento de amor e amizade por seu agressor.

Mas ao contrário do que pensam, ela não é tão rara assim, e não se resume somente a relações entre sequestradores e reféns. Os que estão em cárcere privado, pessoas que participam de relacionamentos amorosos destrutivos, e até mesmo algumas relações de trabalho extremas, geralmente cercadas de assédio moral. Cada coisa dessa pode desencadear a síndrome. Em todos esses casos, são características marcantes, pois existe uma relação de poder e repressão, danos físicos e/ou psicológicos e um tempo prolongado de intimidação.⁣⁣⁣ A pessoa oprimida inicialmente percebe que somente acatando as regras impostas é que conseguirá garantir pelo menos uma pequena parcela de sua integridade.⁣⁣⁣

Aos poucos, a vítima busca evitar comportamentos que desagradem seu agressor e também começa a interpretar seus atos como gentis, educados, ou mesmo de não violência como indícios de uma suposta simpatia da parte dele à ela. O que acaba desligando o emocional da realidade perigosa e violenta em que ela está.⁣⁣⁣ Na maioria dos casos, mesmo após sua libertação, a vítima continua a nutrir um sentimento de afeição por tal pessoa, um exemplo clássico é o de quando algumas mulheres que sofreram agressões de seus esposos, continuam a defendê-los, amá-los e a justificar suas agressões, sendo até representado em situações semelhantes em muitos filmes atuais.⁣⁣⁣

A síndrome no cinema

É nítido que as produções cinematográficas têm cada vez mais sexualizado as suas tramas com o intuito de ganhar visibilidade, e, junto a isso, sempre vemos a subjugação da mulher, seja por Síndrome de Estocolmo, sexualização do corpo feminino, estupro e todos os outros tipos de violência.

Ela é relatada em uma das séries mais conhecidas mundialmente, a série Lá Casa de Papel, onde relata uma refém que se apaixona pelo sequestrador, dessa paixão eles virão aliados e ela começa a seguir ao lado dele cometendo os mesmos atos.

A questão a qual quero que refletimos um pouco é: até quando as pessoas vão consumir esse tipo de produção com o simples fundamento de que é ficção e não realidade? E quanto à essa fundamentação só tenho a dizer aquele ditado popular: “o pior cego é aquele que não quer ver”. As estatísticas de violência contra a mulher (infelizmente) aumentam diariamente, o que estamos fazendo para mudar isso?

Uma realidade a ser mudada

Infelizmente, muitas mulheres vitimas de violência doméstica, que desenvolveram a “Síndrome de Estocolmo”, tendem a não colaborar muito durante o processo de resgate, muitas vezes retiram suas queixas, fazem de tudo para tirar o parceiro agressor daquela situação, inclusive, em alguns casos, pensam que as pessoas que tentam ajuda-la, são pessoas ruins.

Se você conhece uma pessoa que passa por essa situação, ou talvez se sinta como alguém assim, a melhor abordagem para a se tomar é a da Psicoterapia, nela irá aprender a ressignificar o que você sente, e aprenderá caminhos para lidar com cada coisa, pois sua saúde mental é muito importante. Conte comigo!

Este post tem 2 comentários

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